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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Polícia detém 12 estrangeiros que tentavam entrar ilegalmente no Brasil via MS

0 de Junho de 2013 - 15:34

Polícia detém 12 estrangeiros que tentavam entrar ilegalmente no Brasil via MS

Dourados Agora

Uma equipe da Polícia Militar Ambiental de Miranda, em bloqueio policial na BR-262, abordou em frente ao Pelotão, no sábado (8), um ônibus que fazia a linha Corumbá/Campo Grande, ocupado por 12 homens de Bangladesh, que tinham entrado ilegalmente no Brasil pela Bolívia, na divisa com Corumbá; todos foram detidos.
O motorista do ônibus afirmou que os estrangeiros tinham embarcado na rodovia, em um local denominado Buraco das Piranhas. Nenhum deles possuía visto de entrada no país. Eles já tinham bilhetes, com destino Corumbá/Campo Grande, quando embarcaram. Os bilhetes estavam em nome de um hotel. Os 12 homens, que não falavam a língua portuguesa, foram conduzidos à Polícia Federal de Campo Grande, no mesmo dia.

Governo Federal quer estimular vinda de profissionais estrangeiros

Governo Federal quer estimular vinda de profissionais estrangeiros

A Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE), a Câmara Oficial Espanhola de Comércio no Brasil e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realizaram nesta quarta-feira um encontro com empresários interessados em trazer mão de obra especializada para o Brasil.
O encontro, que aconteceu em São Paulo, discutiu a situação da imigração no país e quais estímulos devem ser realizados para fomentar a vinda de profissionais do exterior.
No encontro, o ministro-chefe interino da SAE e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcelo Neri, apresentou a proposta da Secretaria para a construção de uma nova política migratória brasileira.
O projeto, que está sendo discutido com os ministérios da Justiça, Relações Exteriores e Trabalho e Emprego, pretende facilitar e incentivar a entrada de trabalhadores estrangeiros no Brasil.
"A ideia que temos é de atrair talentos e pessoas de alta qualificação para o Brasil", explicou Neri. O governo entende que a ampliação do número de trabalhadores estrangeiros qualificados no Brasil vai trazer uma série de vantagens.
Entre as vantagens estão as de eliminar os gargalos de mão de obra, permitindo a ampliação do nível de produção, melhorar o nível de qualificação profissional no país e facilitar a incorporação de novas tecnologias e da inovação.
Neste ano, o governo deu início a uma série de ajustes para facilitar a entrada e permanência de imigrantes no Brasil e um exemplo disso é a permissão de trabalho para estudantes de pós-graduação.
Publicada no Diário Oficial da União em maio, uma resolução do Conselho Nacional de Imigração (CNIg) adotou três medidas simplificadoras.
As medidas reduziram o número de documentos exigidos para a concessão do visto; autorizaram o envio de documentos pela internet; e permitiram que as solicitações de visto sejam analisadas antes da apresentação de tradução juramentada.
Além disso, foi criado um cadastro eletrônico das empresas ou pessoas físicas que contratam estrangeiros, os quais não precisarão reapresentar dados cadastrais a cada nova solicitação.
Outra resolução do CNIg, publicada na mesma data, concede visto temporário de até 90 dias para estudantes de pós-graduação estrangeiros, matriculados no exterior, que venham trabalhar no Brasil durante o período de férias acadêmicas nas instituições de ensino de origem.
Apesar das barreiras legais, a proporção de estrangeiros que querem trabalhar no Brasil tem crescido nos últimos anos. De acordo com dados divulgados pela SAE, entre 2009 e 2012, o percentual de espanhóis que desejam emigrar para o Brasil subiu de 8% para 15%.
Também, de acordo com o ministro Neri, há uma demanda dos governos de Espanha e Portugal para enviar talentos de seus países ao Brasil.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Estrangeiros devem gastar US$ 2,9 bi em SP no ano, diz pesquisa

Estrangeiros devem gastar US$ 2,9 bi em SP no ano, diz pesquisa

27 de maio de 2013 | 11h32 | atualizado às 11h36

A cidade de São Paulo alcançou a primeira colocação em gastos de visitantes internacionais com uma estimativa de receber US$ 2,9 bilhões em 2013, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira pela MasterCard. O levantamento aponta que US$ 14,7 bilhões serão gastos por turistas em toda América Latina.

A pesquisa aponta que a capital paulista ficou a frente da cidade do México, que deve receber US$ 2,2 bilhões. Em 2012 o ranking era liderado por Buenos Aires, que recebeu cerca de US$ 3 bilhões, segundo a MasterCard.

O levantamento ainda aponta que a Cidade do México deve receber 3,1 milhões de turistas em 2013, sendo a cidade da América Latina mais visitada por estrangeiros. Na sequência estão Buenos Aires (2,6 milhões), São Paulo (2,4 milhões), Lima (1,8 milhão), San Jose (1,4 milhão), Rio de Janeiro (1,4 milhão), Bogotá (0,9 milhão), Montevidéu (0,7 milhão), Quito (0,6 milhão) e Caracas (0,5 milhão).

Estudo aponta os bairros de São Paulo preferidos pelos estrangeiros

Estudo aponta os bairros de São Paulo preferidos pelos estrangeiros

Os franceses solteiros, por exemplo, optam por bairros mais badalados e com vida noturna, como Alto de Pinheiros, Pinheiros e Vila Madalena


 
Um levantamento feito por uma consultoria especializada em mobilidade global apontou quais são os bairros da cidade de São Paulo preferidos pelos estrangeiros. Segundo a empresa EMDOC, de modo geral, as preferências estão atreladas à cultura de cada estrangeiro e muitas vezes, até ao estado civil. Os casados, com filhos, por exemplo, preferem os bairros mais seguros e com opções de lazer, como é o caso da Vila Nova Conceição, região procurada devido à proximidade do parque do Ibirapuera.

Os bairros Alto da Boa Vista e Granja Julieta também são muito escolhidos por casais com filhos, segundo o estudo. A proximidade das escolas internacionais e centros empresariais e a segurança e a infraestrutura oferecidas pelos condomínios fechados se mostram importantes no momento da escolha. Além destes três bairros, o Morumbi - que, hoje em dia é menos procurado, segundo o levantamento, devido ao trânsito e à falta de segurança - também se adequa ao perfil. Entre as nacionalidades, os alemães são predominantes nestes bairros.

Na região do centro, o bairro Higienópolis é o preferido dos israelenses, que optam pelo local devido à proximidade da comunidade judaica. Os japoneses, por sua vez, elegem o bairro da Liberdade pela grande concentração de imigrantes do País.

Os franceses solteiros optam por bairros mais badalados e com vida noturna, como Alto de Pinheiros, Pinheiros e Vila Madalena. Já os casados e com filhos preferem a Vila Mariana e a Chácara Klabin, devido à proximidade da escola francesa. Os americanos preferem o Alto da Boa Vista, em função da infraestrutura, do espaço e do luxo dos imóveis.

De acordo com o levantamento, atualmente, o Brasil recebe mais de 70 mil imigrantes ao ano. Deste total, grande parte está concentrada em São Paulo. Só no ano passado, 30 mil ingressaram no mercado de trabalho local, especificamente nos setores bancário, eletrônico e farmacêutico. 

Governo simplifica processo para estrangeiros trabalharem no Brasil

 

 
Carolina Sarres
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O governo facilitou as normas para autorizar estrangeiros a trabalhar no Brasil. De acordo com as regras, publicadas hoje (17) no Diário Oficial da União, o processo de documentação exigido tanto às empresas contratantes quanto aos trabalhadores foi simplificado. Outra medida de estímulo ao recebimento de mão de obra estrangeira é a normatização para a concessão de visto a estudantes de mestrado e doutorado em período de férias, para atividades temporárias (até 90 dias), sem prorrogação.
No caso dos trabalhadores, a simplificação foi feita por meio da aceitação do envio de documentação via internet, desde que garantidas segurança e autenticidade. Esses dados digitalizados serão armazenados na Coordenação Geral de Imigração (CGIg) do Ministério do Trabalho e Emprego. Se o trabalhador em questão vier trabalhar no Brasil por meio do vínculo entre empresas – como grupos ou conglomerados – também são dispensadas uma série de documentos de comprovação do vínculo associativo.
A partir de agora, o trabalhador ainda poderá obter a autorização de trabalho no país ainda que sua remuneração seja inferior à que recebia no país de origem. De acordo com a resolução que disciplinava a autorização de trabalho a estrangeiros até então, isso não era permitido.
Em relação à documentação das empresas, haverá isenção da apresentação, ao Ministério do Trabalho, de termo de responsabilidade por meio do qual assumem quaisquer despesas médicas e hospitalares do estrangeiro contratado. No total, a quantidade de documentos foi reduzida de dez para seis.
No caso dos estudantes de mestrado e doutorado, a resolução publicada hoje estabelece que, não necessariamente, o trabalho autorizado tem de ser vinculado a estágio ou intercâmbio. Para a concessão do visto temporário a essas pessoas – que não é um visto de trabalho –, deverá haver, ainda assim, autorização do Ministério do Trabalho, solicitada por meio do empregador, por meio da apresentação de documentos.
De acordo com dados do Ministério do Trabalho, nos primeiros três meses de 2013, foram concedidas mais de 15 mil autorizações a estrangeiros – 689 permanentes e 14,3 mil temporárias. Em 2012, foram mais de 73 mil.
Edição: Talita Cavalcante
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Propostas legislativas que tornem mais rigorosas as exigências para adoção internacional.

CPI estuda leis mais rigorosas para adoção por estrangeiros

Segundo o presidente da comissão, deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), os parlamentares discutem ao menos três propostas

Alex Rodrigues, da
Peter Parks/AFP
Tráfico infantil
Tráfico de pessoas: A principal mudança limitaria a possibilidade de se adotar uma criança e levá-la do Brasil apenas às famílias que vivem em países que assinaram a Convenção de Haia.

Brasília – Após suspeitas de irregularidades em processos de adoção de crianças brasileiras por famílias estrangeiras terem vindo a público, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas, instalada na Câmara dos Deputados, estuda a apresentação de propostas legislativas que tornem mais rigorosas as exigências para adoção internacional.

 

Segundo o presidente da comissão, deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), os parlamentares discutem ao menos três propostas. A principal mudança limitaria a possibilidade de se adotar uma criança e levá-la do Brasil apenas às famílias que vivem em países que assinaram a Convenção Relativa à Proteção das Crianças e à Cooperação em Matéria de Adoção Internacional, chamada Convenção de Haia.
"Não queremos punir as pessoas que agem de boa fé, pois sabemos que é preciso estimular a adoção, mesmo a adoção internacional, último recurso nesses casos. Mas temos que fechar as lacunas que permitam eventuais irregularidades". Os deputados também querem acabar com a intermediação das adoções por pessoas físicas e garantir que os processos sejam acompanhados integralmente pela Autoridade Central Federal.
Esse organismo, representado no Brasil pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, de acordo com o Decreto 3.174/1999, tem entre outros papéis estabelecer a cooperação internacional brasileira com relação ao tema e credenciar os organismos que atuam em adoção para estrangeiros no território nacional. Todos os países que assinaram a Convenção de Haia devem criar sua autoridade central.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Medicos estrangeiros no Brasil


Médicos vão à luta contra estrangeirosConselho Federal de Medicina recorre à Procuradoria Geral da República para impedir entrada de profissionais de outros países

Estado de Minas
Publicação: 17/05/2013 14:37 Atualização:
O Conselho Federal de Medicina (CFM) entrou ontem com uma representação na Procuradoria Geral da República (PGR) exigindo que os ministros da Educação, Aloizio Mercadante; da Saúde, Alexandre Padilha; e das Relações Exteriores, Antonio Patriota, expliquem a decisão de convocar médicos estrangeiros, principalmente de Cuba, para atuar no país sem a necessidade de validar o diploma. Recentemente, Patriota anunciou que o governo firmou um acordo para trazer 6 mil profissionais cubanos. Padilha e Mercadante, porém, frisam que o objetivo é atrair, prioritariamente, médicos de Portugal e da Espanha. Para o CFM, a decisão de isentar os médicos do exame para comprovar se o profissional está apto a atuar no país põe a saúde da população em risco.

O presidente do conselho, Roberto Luiz d’Ávila, acrescenta que, onde há missões semelhantes, como na Venezuela e na Bolívia, os médicos cubanos desertam e acusam esse países de conivência com as condições de trabalho, que consideram análogas à escravidão. “Essa é a primeira medida que estamos tomando, porque já estamos também preparando outras medidas judicias. Até mesmo uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) se, efetivamente, o governo federal insistir nessa sandice, nessa irresponsabilidade de trazer os médicos sem revalidação de diploma para atender o nosso povo”, frisa d’Ávila.

Ele explica que a preocupação do conselho é a contratação de profissionais sem qualificação comprovada. “Nós não vamos permitir que a população brasileira seja atendida por médicos desqualificados e que não tiveram a sua competência avaliada”, disse. Para exercer medicina no Brasil, os profissionais formados no exterior precisam ser aprovados no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida). Segundo d’Ávila, o conselho não vai aceitar alterações que possam baixar o nível de dificuldade da prova.

Debate Ontem, o ministro da Saúde disse que o governo está disposto a esclarecer os fatos. “Esse debate tem que ser transparente”, disse. Padilha lembrou que ele e Mercadante já falaram sobre o tema no Congresso Nacional. “Estamos absolutamente abertos a fazer esse debate amplo e transparente com toda a população do país”, completou. O ministro também criticou a postura do presidente do CFM de chamar profissionais estrangeiros de pseudomédicos. “Um médico brasileiro que presta o exame nos Estados Unidos e não passa deve ser chamado de pseudomédico? Eu acho que não. Também acho que é arrogante chamar profissionais formados em outros países de pseudomédicos.”